Olhos indiscutíveis da alma,

Que invade o meu peito aberto!

Por uma chama que arde o meu ser…

E a minha consciência interminável.

Desvelando o que é mistério…

Porque o mistério é algo improvável.

Como as noites que cheiram poesias e,

O mar que delas me afastam.

E por um descuido,

Confesso a minha sensibilidade.

Perante a morte e a vida,

Diante de mim mesmo e da fúria escondida.

Porque o Outro em sua diversidade,

Sabe que o diálogo é a razão de existir.

Até porque ninguém estar isolado,

A ilha não faz parte de dele e nem de mim.

Contudo a poesia é livre,

Por onde anda o seu instinto.

E a nobre gentileza do respeito…

Que faz dela o soneto de tradições sem FIM.

Olhos indiscutíveis da alma,

Que invade o meu peito aberto!

Por uma chama que arde o meu ser…

E a minha consciência interminável.

Interminável?

Não sei bem o que dizer.

A consciência é um caso absoluto de insensibilidade.

Porque através dela, a nos tornamos prisioneiros.

Da mentira, da falseta e da inveja!

Ao que parece-me também não exata.

Pelo simples fato de elaborar indagações,

De justiça, amor e lealdade.

Forças que um ser humano tem,

E que vive ofuscado pela sociedade.

Que não mostra as possibilidades que o Outro possui,

Condicionando-o ao vazio da inteireza.         [ISSO NÃO É VIVER!]