O dia estava radiante, e cavalgando, Ayelén e Matias German conversavam sobre as coisas que um vampiro pode fazer. Todas as vantagens e desvantagens de ser uma criatura como ela. O amor foi mais forte que a razão. Não tinha nada fora desse mundo, a qual mudasse uma decisão. Os dois pararam e sentaram  perto de uma árvore antiga, uma macieira.

Matias German: – Eu já me decidi! Tocou no rosto de Ayelén.

Ayelén: – Muito bem! Se é o que quer. Isso não tem volta.

Matias German: – Estou ciente das consequências.

Ayelén: – Feche os olhos e pense numa lembrança.

Matias German começou a lembrar de como conhecera Ayelén. Tinha ido ao  Museo Y Biblioteca Juan Domingo Peron, com seu irmão e seus pais, na reabertura do local cultural, pois havia passado por reformas. O olhar de mulher bela e ao mesmo tempo interessante, o havia deixado sem respiração. Conversaram por instantes e, no fim, marcaram um jantar a sós. Agora, quando deu por si, via esse mesmo olhar, embora eles estivessem vermelhos, às pressas da amada cheio do sangue pulsante.

Ayelén: – Feito!

Matias German: – Quanto tempo?

Ayelén: – Para a transformação, pouco.

Matias German: – Sentirei fome?

Ayelén: – Muita fome.

Matias German: – Doi?

Ayelén: – No começo sim, depois acaba. Aprender a controlar a fera, não é tão fácil assim.

Quando regressaram, o casarão pegava fogo. As chamas haviam acabado de começar, tudo estava sendo consumido. O desespero foi tão grande, que Matias saltou do cavalo e entrou para socorrer os pais e Juan Pablo. Era uma devastação. Ayelén permanecia fora, vendo queimar, e veio a lembrar de sua infância, de como sua casa também teve um fim trágico. Perdera os pais, assassinados por um monstro, o monstro a qual, a transformou no que hoje, veio a ser. 

Matias German: – Pai, Mãe, Juan? Gritava alto, tentando encontrá-los a qualquer custo.

Ayelén resolveu entrar para encontrar aquele a qual amava: Juan Pablo.

Juan Pablo tinha toda a razão, Ayelén foi a desgraça de sua família.