Penso nas tuas maneiras de se comportar e, vejo que em cada luz do sol, te misturas com as ondas do mar. Ondas se formando para me deixar levar, pelo som da voz, ecoando nas profundezas desconhecidas

das águas que me cercam. Indecente! Sois a locução da minha razão, no qual., vive dizendo das belezas contemplativas. Porém, bem sei dos queres de teu coração, mas prefiro não imaginar os anseios dele.

Desejas ir embora para sempre e, a saudade vai trazer doces lembranças imutáveis, dentro de mim. Por que tens tanta vontade de seguir um caminho fora do meu? Porventura, pensas em afastamento para longe de meus olhares? Não sou eu quem fez à escrita, mas sou aquele, cuja raiz de enraíza em solo fértil. Espera mais um tempo… O tempo há de devolver a alegria de servir. O serviço é amar. Amar não é fardo.

Qual seria a certeza vinda de ti? Quais serão as vantagens de um abandono? Eu, jamais te aborto, pois és uma ideia e, nem existe possibilidade de ela se desfazer, enquanto eu continuar te amando. Meus pensamentos não são sublimes, só que preserva a tua imagem. O que defini a saudade? Defini apenas uma viagem. E viagens podem ter um fim. Depois das dezenove cartas romancistas, vais desvirtuar tua sensibilidade?

Amada poesia! Nosso encontro não fora por acaso. Mostraste as curvas de um deslumbre com encantamento, além disso, envolveste minha alma em um tecido da benevolência, e com isso, passaste a insinuar volúpias, só para me induzir a ser seu eternamente, por períodos sorridentes da nossa vida. Caso me faltes, fico sem chão, pois nem mesmo a inspiração é capaz de me consolar. Não haverá outro amanhã.

Podes ir… Vai, contudo, volte! Apartar-se de navegar na vastidão do universo, seria como ir à praia sem protetor solar. Os sentidos acabam por não ter o devido significado. A ilusão começa a ser construída, à medida que, não tenho verões para poder por no papel. Dou-te dois dias, somente para teu bel prazer, afim de que, tenhas uma visão da suposta vontade. Também, ressalvo ter um momento meu, neste deserto.