Entre as montadoras mais tradicionais do mercado automobilístico, a Volkswagen desponta como a principal candidata a desafiante da liderança da Tesla nas vendas globais de carros elétricos. A companhia alemã anunciou nesta semana que pretende vender mais de um milhão de veículos elétricos ou híbridos em 2021, número quatro vezes maior que o registrado no ano passado e dez vezes além das vendas feitas em 2019.

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A VW quer reforçar sua posição no mercado europeu, onde ela lidera, e avançar na China e nos EUA, mercados hoje encabeçados pela Tesla. Mais do que os modelos de carro em si, a aposta da VW para desbancar a Tesla está na bateria, que representa hoje mais de 30% do custo de fabricação do veículo. A montadora anunciou que planeja construir seis fábricas de baterias nos próximos dez anos, todas na Europa, ao custo de US$ 29 bilhões. Com isso, a meta da empresa é assumir a liderança global do mercado de carros elétricos até 2025. Os investidores gostaram do anúncio: as ações ordinárias da Volks dispararam quase 30% na última 3ª feira (17/3). No entanto, entre alguns especialistas da área, esse objetivo foi recebido com ceticismo: mesmo com os investimentos e os resultados recentes, a montadora alemã ainda está atrás da Tesla no que diz respeito à base tecnológica, especialmente no desenvolvimento das baterias. Para compensar o tempo e o terreno perdidos, a VW vai ter que correr.