Assim como o céu se abre para deixar o sol iluminar o dia, são os teus olhos que me acompanham na caminhada. Sois como um encantamento, no qual, nunca acaba enquanto estivermos sobre seu feitiço. O que sabemos sobre a cultura do amor? Ainda nem se compreende ao certo os sentimentos, quanto mais o ato de amar. Só desejo estar inebriado com as flores, dos quais, são plantadas em meu jardim… Jardim da alma!

E que esta alma saiba as consequências de estar levando a poesia ao delírio do querer verdadeiro, sem estar interrompendo seus sonhos. Pois um verso perdido é uma linguagem distorcida. O que caracteriza a cultura? O que ela nos leva a crer, quando falamos em se deixar o coração tomar o rumo da vida apaixonada? O universo conspira ao nosso favor, mas devemos ser positivos em relação as nossas vontades. Vejo a contemplação!

O amor deve ser contemplativo, e seu mistério nunca revelado, se não, corre o risco de não ter sentido algum, além disso, paciente e ousado, surpreendente! A cultura é todas as visões, tradições, práticas que nos tornam povos contextualizados dentro de uma sociedade. Temos duas poéticas, a cultura e o amor. Amar é cultural. No meu caso, sou louco pela amada poesia de maneira fervorosa, e é ela que me faz sentir docilidade. Ainda vou viver…

Vou viver a sedução de escrever outra carta romancista, num pequeno entendimento sobre a cultura do amor. Pois, esse texto não me fornecerá nada de concreto. Tenho minha liberdade de distanciar da realidade, para conseguir uma iluminação. O resto é por conta da inspiração. Percebo não poder chegar à conclusão nenhuma. Quem sabe um dia, isso deixará de ser um mero jogo de possibilidades, a definição experimental da busca por uma lógica.

A lógica do pensamento! Penso, logo existo. Contudo, a crença de que a totalidade desta razão virá para finalizar minhas dúvidas, nunca poderei crer. Nisso, sou apenas cético e, minha alma, a principio, não se manifestará, por que a mente se pronunciará com firmeza em suas palavras, podando as folhas da emoção por completo. Quase que esta ternura de escrita não acontece. Não era a intenção escrevê-la. Fui enganado pela arte