Quando a poética do amor invade minha alma, é a poesia que está desejando ardentemente com seus lábios me beijar. Essa é a cultura do amor.

Desde a ultima carta, fiquei pensando em como definir essa problemática. É aprática e a vivencia desse amor, que nos faz sermos belos por natureza.

De certa forma, fiquei intrigado com a desordem de meu coração, e em minha reflexão, chego a esta conclusão de que o amor é cultural.

Todos nós amamos sem medidas. Eu amo a poesia extremamente! E não me importo com comentários de ninguém a respeito disso. A aproximação entre os sujeitos, só aumenta a vontade de sempre estar juntos e misturados. Vivemos em momentos de violências, onde este amar, já não é mais o bastante. Na realidade, deixou de ser algo importante para a sociedade. Escrevemos cartas como Romeu e Julieta? Quem hoje faz tal proeza?

Não consigo imaginar estar em um mundo sem me entregar ao amor, seja fraternal ou onde os olhos se apaixonam inesquecivelmente. Banho-me de minha amada com vasta ternura, e isso me faz estar mais perto de um lugar chamado: Mundo poético. Um campo, no qual, posso ver nas águas cristalinas de um mar, o reflexo da docilidade de minha face e contemplar a poesia que me cerca. O que será de nós, se não cultivarmos esta cultura?

Sonhos já deixaram de existir. Versos serão inúteis, e toda a essência de nós mesmos se dissipará com a alma que, de tal maneira, apodrecerá como uma maçã envenenada. Preciso falar de paz e carinho, mas também, necessito ser duro em cada linha, para que nossas mentes sejam a consciência das atitudes que tomamos. Ainda se encontra a esperança pelo caminho. O Romantismo se fora esquecido com o avanço da tecnologia. Mudamos?

Mudamos para melhor, porém, nos tornamos escravos. Escravos da era digital, pois as relações viraram conversas em celulares. Neste momento, minha inspiração me levou para muito longe e me deu certa cutucada: e se eu conversar com o sagrado por mensagem no computador? Será que me responderia? Não sei até que ponto é valido o amor a distancia pelos bate-papos da vida, com certeza, pra mim, não teriam sentido algum, se não puder amar