O juízo da 2ª Vara Criminal da comarca de Joinville condenou na última sexta-feira (16/4) 38 pessoas (entre apenados, suas esposas e uma advogada) pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e associação ao tráfico. As penas somadas ultrapassam 350 anos de reclusão, em regime fechado. As condenações têm origem na denominada “Operação Progresso”, deflagrada a partir de investigação promovida pelo Gaeco, no segundo semestre de 2019, que apurou os crimes cometidos no interior do Presídio Regional de Joinville.

Segundo a denúncia do Ministério Público, 41 pessoas foram identificadas como integrantes ou associadas a organização criminosa que atuava de dentro da unidade prisional. Mesmo presos, os acusados comandavam o tráfico de drogas. Para isso, também de acordo com a denúncia, utilizavam-se de suas esposas, adolescentes e até de uma advogada.

Com interceptação telefônica e cumprimento de mandados de busca e apreensão, a polícia localizou drogas e diversos manuscritos da facção criminosa. Alguns papéis indicam vinculação a outras duas organizações sediadas em outros estados.

A ação penal foi instruída em quatro etapas, com a oitiva de 14 testemunhas e interrogatório dos acusados. Em função da pandemia da Covid-19, os quase 30 acusados presos provisoriamente foram ouvidos por meio do sistema de videoconferência PJSC Conecta, que chegou a ter 20 usuários conectados simultaneamente.

O processo de sete mil páginas teve uma sentença de 227 páginas. Os condenados podem recorrer ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina.