Levitar-me-ei com breve som, Da leveza enigmática de teus santos olhos, Dos quais são como adoráveis fases da lua, Demonstrando ser o brilhante dos eternos diamantes. E que não se escondem a qualquer preço, Mas se deixa ser versões amadurecidas, Do vinho a correr pelas veias, Comigo a estar sendo por ti envolvido.

Prendo-me múltiplas vezes, Por loucas devastações do toque, A arrancar de mim fluidos do peito, Neste inércia que tenho estado. Em movimento, tens me descoberto, Da negação da existência pura, Que com todas as medidas simples, Tiraste-me da aniquilação perversa. Interverte minha lógica mundana, Trazendo sobre a escuridão, Luz impecável de certezas, Enquanto contemplo o rosto da nudez.

Sim, é deveras verdade! Sois como poema sem mentiras, Uma alma a viver na incorruptibilidade, Dos meus sonhos contemplando teus lábios. Doçura das noites nostálgicas, Tendo-te por variadas visões, E uma delas me são até involuntárias, Arrastando o tempo na direção das cartas de amores. Vejo-me então, eufórico! Tentando colocar seus cabelos atrás da orelha, E dizer o quanto venho lutando, Contra o coração a se permitir te amar em segredo.

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