Vejo-te em minha mente, como se não houvesse mais nenhum dia para se viver. Isso por causa das tuas vontades que me deixam transtornado. É uma imensidão de loucuras, no qual me desvela a alma de maneira espiritual. Caminhas, enquanto eu sou lançado para um mundo cheio de rosas brancas e amarelas. E ao fim da jornada, as vermelhas rosas se misturam com sua capa. Para onde estais indo? Pergunto-me sem obter qualquer resposta sua.

Tomo meu vinho, e sou tomado pela inspiração venerável! Não tenho condições de me aquecer, pois já sinto o calor entrando em meu corpo, mas também, desejo apenas me banhar no mesmo riacho que tens navegado intensamente. Tento retirar a capa que te esconde, só que não posso ver o teu rosto cintilante. E então, sei imediatamente da noite surgindo, assim, vou descansar perto das colinas. Em estado de estase, sinto o teu perfume aromatizar minha existência.

Durmo até me perder no paraíso! Sei que teus olhos são estrelas brilhantes a viajar a quilômetros de distancia, mas sabes voltar sempre para se transformar em ternuras de versos. Esses versos dos quais escrevo, e que podem vir de inúmeras formas e formosuras, por excelência das palavras envolvidas por uma camada de sensibilidade. Não há a possibilidade de te tocar outra vez. Será realidade ou ainda estou em meio a sonhos? Que horas verei a tua graciosa luz em plena nostalgia que tenho em meu peito?

Imagino o seu retorno, como sendo uma mitológica sereia, nadando até a mim, com a intenção de mostrar o amor nunca vivido antes. Também, vir me puxar para baixo das águas, no qual o mundo é bem diferente e o reino leva a contemplar certo mistério. Encanta-me esta tua atitude inesperada de ser. És imprevisível! Capaz de me fitar com seu olhar poético, sem ao menos eu notar e, quando minha razão se dá conta, estou preso em teias de abraços.

Quero, pois, nunca mais ter o sentimento de quem conquistou um momento de estar ao teu lado, contudo, não se pode ficar neste Mundo Poética eternamente. Ainda não houve a libertação eficaz do corpo móvel, que está no corpo imóvel, por enquanto. Saberei esperar a oportunidade chegar. Passarei pela morte poética, e ela, sendo uma das quatro musas, saberá guiar para a ponte. Esta ponte está no mesmo modo de conexão entre o Mundo Poético e o Mundo não-poético. Portando, te beijo poesia! E deixo a porta do quarto aberto, além das janelas…

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