AYALA E O ORIGINAL

Enquanto Matias segue na luta pela vida do irmão, e a tentativa de saber sobre o medalhão, Ayala segue com o original, esperando uma oportunidade para escapar.

Ian: -Eu espero que não estejas desconfortável presa a essa cadeira! Sempre sarcástico e com humor peculiar.

Ayala: -Estaria melhor se me libertasse!

Ian: -Impossível, mas, se seu namorado e o irmão me der o que busco!

Ayala: -O medalhão se perdeu no incêndio!

Ian: -Tomara que não, para o seu bem! E vejo o quanto sabe da história!

Ayala: -Matias me contou!

Ian: -Ele se preocupa com você! Percebi ao visitá-lo.

Ayala: -O que quer dizer?

Ian: -Talvez, haja um sentimento!

Ayala: -Eu amo o Juan!

Ian: -Será, óbvio demais, dizer que a história se repete!

Ayala: -E você, ama alguém?

Ian: -A muito tempo, amei!

Ayala: -Então…

Ian: -Então, ela não existe mais.

Ian sorriu para Ayala. Porém, ao se retirar ao seu quarto, abri um baú cheio de lembranças. Lá busca uma foto cuja alegria pode trazer pequenos sentimentos. Pega a foto, observando, começa a reviver o ano de 1900. Havia estado em Budapeste, Hungria. Após estar sozinho e desolado, andando sem parar, em busca de alguém, no qual pudesse o ajudar, pois necessitava se alimentar, uma jovem Húngara, Abena, o encontrou caído. Ela deu a Ian todo amor necessário, sendo também uma vampira, acabou morrendo para salvá-lo das garras de um caçador.

Ian: -Abena! Como eu sinto a sua falta! Você sempre soube me tratar com gentileza e doçura. 

As lágrimas vinham com a força do ódio a qual o motiva a ser o pior dos vilões. Na sala, as cordas se afrouxaram, a medida em que Ayala ia torcendo o pulso. Quando conseguiu se libertar, correu para abrir a porta, mas, numa velocidade tremenda, e claro, sendo quem é, chega imediatamente e a impede de sair. A agarrou e a trancou no porão da casa, sem dizer nenhuma palavra sequer. O tempo vai passando, cada minuto custa um preço, algo a existência da moça. Ela só pensava, neste momento, em como gostaria de estar nos braços do amado. 

Revelado o segredo do original, em se tratando de amor. A morte de Abena, entrava em seu ser, como uma espada afiada, lavada com ultraverbena. O amor é forte, e consome tudo o que somos na vida.

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