UMA CONFISSÃO

Algo estava errado, e a confissão de Juan seria, talvez, a maneira correta de resgatar a mulher mais doce que seus olhos puderam ver.

Matias German: -Seja lá o que for, diga!

Juan Pablo: -O medalhão com a essência de Ian, não se perdeu!

O olhar de Matias era de uma surpresa inevitável.

Matias German: -Como disse?

Juan Pablo: -Não tinha colar, nada no casarão, quando veio abaixo, queimado pelo fogo!

Matias German: -Mas ela voltou para buscá-lo!

Juan  Pablo: -Havia me entregue na noite anterior. Pediu-me que guardasse!

Matias German: -Então, você sabia desde o começo.

Matias deu um soco em Juan, na intenção de descontar a raiva.

Juan Pablo: -É justo, eu mereci por ter escondido de você! Ela queria o segredo, também, deseja deixar de existir.

Matias German: -Por que desistiria da vida?

Estava desapontado com a notícia.

Juan Pablo: -Quando se é um vampiro, viver eternamente se torna um castigo.

Matias German: -Onde está, afinal?

Juan Pablo: -O medalhão eu carrego sempre na fivela do meu cinto!

Matias Germ: -Seu desgraçado! 

Disse com um sorriso mais leve.

Juan Pablo: -Chega de Paris! Vamos salvar a minha Ayala!

Matias German: -Vamos!

Os dois entram no carro e partiram, rumo a cidade de Lobos. Corriam desesperadamente, querendo chegar o mais rápido possível. O tempo era inimigo, e cada quilômetro tinha a missão de valer a pena ter retornado a sentir, antes de desconectar a humanidade. Juan pensava na serenidade, no sorriso, seu corpo pedia por sua amada.

Afinal, por que o sangue de um original, estava num medalhão? Essa pergunta tem um sentido de ser, um significado a ter explicação

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