Encarcera-me num estágio absoluto,

Que faz com que eu grite por tamanha sanidade.

É a transversal da minha mente,

O meio mais fácil que tens para não me veres.

Um jogo a qual vens deixando segredos oblíquos,

Onde tenho razões para não esconder-me de ti.

A verdade dentro do coração do mistério,

Transbordando de pequenos vagalumes,

Vindos em nossa direção, enquanto que,

Entregamo-nos ao mar de insinuações!

Houve sim, um dia apenas,

Minha visão contemplou-te o rosto,

Mas nada ouviu-se dele, nem mesmo se mostrou,

No seu máximo grau do misticismo, ou de uma constelação.

Por onde te refugiaste na semana seguinte?

Quais os teus privilégios de querer-me relatas?

Quanto tempo surgirás, e num instante…

Ocultaste da sala dos anseios,

Despertando aromas das refinadas perfumarias?

Lanço-me atrevidamente pelas mazelas das matas,

Nessa agonia de escrever-te tal poesia,

Perguntando-me se não banharias-te assim:

Feito a deusa do sol, ou com calda, a sereia da lua,

Cantando canções dos arcanjos do palácio irreal,

Contudo, tornado-se real aos momentos eternos teus?

Eis que possuo o anel da libertação,

E com ele tenho o mensageiro por definição!

Que levar-te-á às cláusulas de um pacto,

Sendo-o na última linha a certeza irrevogável,

De estarmos assinando com o nosso próprio sangue.

Ah, o oposto imperfeito de uma alma insolúvel!

É a nossa dinastia a erguer um novo reino,

Nas cercanias do vilarejo existencial,

Protegido por fadas, e construído pelo sobrenatural.

Isso, se pudesse ter-te amor!

Vinculado a magia de todos os feitiços,

Manifestado com o teu essencial brilho,

Todas as vezes em que consagrares-te aqui,

Nesta viagem incorpórea de nós dois,

Quando tocamo-nos sem termos que fingir