Compreendo estar numa negociação comigo mesmo, e nisso, entram os momentos sombrios a qual não posso mais suportar. Inclusive o quão desejável é ver-te tão perfeita, e eu não posso nem tocar de maneira mística. Acordei-me com a sensação de que o celular estava tocando, mas era uma mentira, assim como tudo o mais nos devaneios. 

O meu interior chama-te, pois sabe do inevitável: nunca me atendereis. Já estou escrevendo o CAPA NEGRA, e nela vejo a alma sendo mutilada, sem poder livrar-se da capa escura a qual se prende, e não tendo mais condições de querer estar ao lado da moça cujo banco da praça vem a sentar-se. Parece o dilema de uma carta poética, totalmente cheia de encanto, e com sangue no lugar da tinta.

Talvez, essas semanas sirvam para colocar as ideias no lugar,  vindo a ter um posicionamento fora da inspiração compulsória, pois ela não é um bom advogado para essa causa. O que faz ousar a ter o pleno cultivo dos sentimentos, sem enxergar os mistérios com que de fato, eles podem abrir as comportas da realidade, onde impulsiona-te ao mundo visto com as profundezas da verdade, ao passo de não estar tendo alucinações? 

Quando os sentidos são poemas Indicatores corde, fica inviável ser quem é. O que realmente seria a liberdade? Arrasto-me até o meu universo, e nele posso ouvir a voz da cachoeira, o aroma das flores, e se parecem com o estado de espírito dos traços com que esta mocidade apresenta-se no alto de grau de  effervescentia aenigmata de seu sorriso nobre. A mim, é um esforço incomum, andar no mesmo espaço, contudo, afasto-me para não deixar transparecer a influentia corporis.

Se, por acaso vais embora, sustenta-me a alegria, somente assim, longe demais, pode-se pensar no esquecimento prévio de um extremo signification, propício às mentes intranquilas de uma noite que freneticamente, não existe efeito comum, mas tempestuosa, uma vez que, venho conversando com o meu daemon. Perguntem-me algo do tipo: já sentaste no mesmo assento que o angelus. Jamais! É-me inevitável perambular dentro das catacumbas, guiado pelo próprio medo infectante, do que ir ao céu cantarolar com o poetae descendente, a qual deixou-me certo legado.

Ainda sou consolado pela imaginação de poder adentrar na cathedrali, e nela encontrar-me com a sensibilitatem de tudo aquilo que és, ou que vens a ser. Então, sigo a viagem poética, sendo consumido pela transformação humana, que me submetes no aqui e no agora, onde o amanhã é uma incógnita da busca por ansiar ao menos, uma parcela que seja, dos seus toques, fornecidos doravante pelas divindades.

Esperança de dias melhores, é a certeza de conter-me trancafiado na prisão de um inferno tão meu quanto a doçura de obter o gosto de teus lábios. Convencer-me do contrário, só faz-me ser um inventor de símbolos, dos quais possam teletransportar-me para uma fantasia, para dançar ao som das harpas, diante do seu semblante visível.