Vive em meu espaço interior, querendo um pouco da essência de mim mesmo! Isso, para que consiga arrancar do peito a história por trás de um belo e sutil rosto. Contemplar o vazio, é porventura, uma maneira simples de inspiração. Podem contestar essas minhas palavras nesta carta, mas o romantismo me encanta, e encantando, faz da alma a abertura também para a dor. E a dor nunca é leve.

Porém, mesmo não sendo, ela (a dor), fácil de um ser humano guardar para si, também vem com um pequeno sabor de crescimento. Sei de tudo isso, e o coração se lança ao mar existente em qualquer lugar, tentando garantir a lembrança dos cabelos dos anjos a fazerem com que o esquecimento do ato sublime de amar, seja apenas a poesia, nada mais. Confesso, ainda sentir o aroma do verdadeiro perfume.

Perfume este, a qual sou obrigado a vivenciar em meus dias. Aprender a sentir no cotidiano, querer ter pelo caminho…Nesta noite, meus dedos tocam a superfície da circunstância, seja desejada, ou indesejada ao fato de não conseguir se esconder dos próprios olhos. Olhos, dos quais fixam no ponto central do sorriso, e se prende imensamente. Ao se prender, fica totalmente impossível negar traços e, lendas.

Penso desesperadamente… De me convencer dos sonhos, podendo deixá-los nas caixas de pandoras, mas, minha observação, conclui que o inapresentável seria tomar tal atitude,ao invés de guiá-los adiante. Caso não compreendam meu diálogo, desprovido de linguagem coloquial (modo mais próximo do povo), então, gostaria de preservar o silêncio. O silêncio acolhedor do mistério a envolver o significado do amor.