A muitos anos atrás, o carro alegórico de Florianópolis, era bem diferente dos dias de hoje. Neste espaço o seu Ney Baião Gonçalves, ira conta um pouquinho desta história.

Ney: Olha que interessante! Nada a ver com o curioso carro alegórico de mutação, não saberia dizer de que ”Grande Sociedade” pertencia… se do Granadeiros, ou do Tenentes do Diabo. No meu tempo eram as duas únicas que, acirradamente, disputavam a primazia e preferência do carnaval de Florianópolis. Pelo meu gosto os Granadeiros ganhavam em capricho e luxo, enquanto a segunda ganhava fácil em originalidade. Na verdade, o que me chamou a atenção é o prédio ao fundo, já demolido e que deu lugar a um moderrrrrrrrrníssimo prédio da grande instituição bancário privada, do Bradesco. O prédio da foto, na minha época, abrigou o auditório da Radio Diário da Manhã, que começou a revolucionar a radiofusão de Floripa. Uma competição leal , com a Guaruja e até a Anita Garibaldi, de um jornalista famoso da época. Frequentei aquele auditório em algumas tardes de sábado, num programa de entretenimento, tipo algo parecido com o que acontece atualmente com o Silvio Santos… aquele auditório, aquela gurizada, entre muitas atrações… cantores, variedades, gincanas e até brincadeiras. Não me lembro de calouros que é matéria de outro texto que pretendo aqui apresentar. Numa destas tardes houve um sorteio , propaganda dos álbuns de figurinhas recém lançados na cidade. Os Albuns Atlas. Fui contemplado no auditório com uma caixa de balas, contendo 100 balas, cada uma delas envolta por uma figurinha.


Trazia ainda o “kit” o álbum. A emoção foi tão grande que , quando o animador do programa tentou me “entrevistar” fiquei tão emocionado que só conseguia balançar com a cabeça. Só faltou o animador do programa de auditório da Radio me bater para que falasse alguma coisa. O sorteio me elevou a uma celebridade entre as crianças que habitavam a Mauro Ramos nos anos 50. As igurinhas viralizaram, e as balas, eram tantas que dividi entre os amiguinhos. O número, para os supersticiosos foi o número 33. Veja como é nossa memória, transcorridos mais de 65 anos ainda me recordo do número que fui contemplado. Na verdade entre as fotos que garimpei na Internet, me chamou a atenção a marquise sobre o andar térreo do prédio, os fundos do auditório que comentei. Quem esteve naquela época naquele local deve se lembrar. Não me recordo exatamente o ano, talvez, 55 , ou 56. Nem quem patrocinava o evento. Uma verdadeira multidão de reunia alí onde hoje fica a filial do Bradesco na Praça XV, onde fui contemplado com a caixa de balas. Um programa também de auditório da Radio Diário da Manhã, me arrisco apontar que o animador era o Narciso Lima, sendo transmitido ao vivo em uma única câmera, para as três aparelhos de 21 polegadas, instalados estrategicamente na marquise que aparece na foto. Era uma demonstração de modernismo do que acontecia já há mais de 4 anos, lá pelos anos 1950, no Rio e São Paulo, a inauguração dos primeiros canais de televisão dos Diários Associados. Para os que ali estavam presentes, que peço agora a aquiescência, um momento lúdico, divino, inesquecível. Quando à Floripa voltei em 1964, portanto 7 anos após, ainda não aconbtecia a presença de imagens nesta cidade. Histórias e reminiscências daquelas épocas maravilhosas de muito saudosismo.