Em um seminário online realizado na terça-feira 03 de agosto, a Conferencia Americana de Organismos Electorales Subnacionales por la Transparencia Electoral (Caoeste) apresentou o relatório final da missão de observação eleitoral sobre a eleição suplementar de Petrolândia. O pleito ocorreu no dia 13 de junho deste ano.

O relatório reúne as impressões de especialistas internacionais que presenciaram a escolha dos novos prefeito e vice do município catarinense, bem como o conhecimento adquirido sobre as eleições brasileiras. Todos os procedimentos envolvendo a preparação das seções eleitorais, votação e apuração dos votos foram acompanhados de perto pelo grupo de observadores formado por cinco integrantes, sendo uma dos Estados Unidos da América, uma do México, um de El Salvador e dois do Brasil.

O presidente da Caoeste e ex-juiz do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC), Marcelo Ramos Peregrino Ferreira, disse que as urnas eletrônicas brasileiras são seguras, auditáveis e refletem a vontade do eleitorado.

“Estamos sofrendo graves ataques e precisamos do apoio e do olhar das observações internacionais que venham ratificar a credibilidade do processo eleitoral brasileiro. Muito importante que no segundo semestre continuemos a fazer outras missões de observação, autorizadas pelo TSE, em outras eleições suplementares”, ressaltou.

A mexicana Claudia Gúzman, presidente do Instituto para el Desarollo Democrático y Competitividad, destacou que a eleição suplementar de Petrolândia foi um exemplo de democracia, sustentabilidade e educação cívica, ao envolver estudantes do município e futuros eleitores nos procedimentos de auditoria das urnas eletrônicas.

“Pessoas em qualquer parte do mundo deveriam acompanhar um processo como feito no Brasil, tão inovador e democrático. Necessitamos de transparência para legitimar a democracia”, afirmou.

Isabella Bertoncini, vice-diretora da Escola Judiciária Eleitoral de Santa Catarina (EJESC), agradeceu a vinda da missão de observação internacional. “Além da oportunidade de aperfeiçoarmos o processo eleitoral brasileiro, a presença da missão nos ajuda trabalhar a informação junto à população, para que ela tenha confiança na credibilidade do sistema eleitoral”, ponderou. 

Também participaram do seminário online a advogada americana Ann Miller Ravel, que integrou o grupo de observadores, e o diretor executivo da Transparencia Electoral, Jésús Delgado.