Estou percebendo em mim mesmo que existe a plenitude dos tempos…Esse tempo não tem nome, não tem característica, muito menos rosto, e sim, a essência da beleza a qual se manifesta pela sua maneira de ser um mistério a envolver todos os pensamentos, as palavras e decisões a cada passo dado no dia a dia. Se escrevo nas noites, nas madrugadas, como também no amanhecer, é pelo fato de desejar amar.

Um amor indiscutível! Intransferível, tendo um pouco de impossibilidade nas verdades deixadas como pétalas no chão do mais profundo dos anseios poéticos. Por que não se pode encontrar pérolas tão preciosas no lugar da dor humana? Justamente por ser a dor um aprendizado a se levar para o resto da vida. Penso…Se houvesse pedras raras ao invés de enfrentar a dor, então a visão da existência seria um tanto bela demais.

 Surpreenda-me-eicomasalegriaspostasnaminha frente, e com meus olhoslacrimejados, quero conferir o futuro no presente, lembrando do passado, ecomopossofazerparaquenãohajarepetiçõesdosmesmoserrosrealizados.Aconsciênciadiz:-Ah,almadepoeta!Aquemqueresenganarcomosseussentimentos? Por outro lado, a alma responde: – Veja bem, consciência! Mas valeexpressar os sentidospela emoção,do queandar sempre presoa ideiasconcretas!

A revelação é não ter compreensão da totalidade das coisas as quais são infinitas,acredito em felicidade, pois prefiro rasgar o véu da descoberta do que saber demuito… Nesta carta, eu havia dito: “Se escrevo nas noites, nas madrugadas, comotambém no amanhecer, é pelo fato de desejar amar.” Amar traduz minha natureza.Amar é o fogo a queimar os papéis do meu poema. Amar, amar e amar! Hoje,simplesmente, cabe amar.