De um sentido, ou de outro, anseio em misturar minhas doces palavras com as tuas, querendo aos poucos viver e compreender o sabor eterno dos lábios de sereias, dos quais sussurra ao meus ouvidos, inexplicavelmente, a canção a fazer do mundo, um mar sem fim. Prefiro, sim, neste instante, andar à procura de um coração sedento por amor misterioso. Uma inefável construção de pensamentos humanos e místicos.


Embora, isso seja uma alegria, o silêncio é outro fator indiscutível a sensação de viver em êxtase atemporal. Quem nunca se sentiu desta maneira, apaixonadamente aberto a todas as ternuras, que considero uma característica do amor? Invento histórias para o meu olhar, tentando desvincular a minha alma com a da musa de cabelos longos, pelos quais deixam o tempo forte demais a penetrar a moradia interna.

Ah, verdadeiros são os encantamentos demonstrados por esta mulher! Como dissipá em mim mesmo, o entrelaçar de relações pessoais, que uma hora causa o fenômeno da euforia e, uma hora dor e saudosismo? Certo ou errado? Linguagem fora do comum, sendo necessário ter a razão como consciência, sem perder a sensibilidade. Vou percebendo ao longo do meu percurso de poeta, as epístolas se desenrolando, cada vez mais presente nelas, raízes de quem sou.

Esta sereia, cuja metamorfose transborda os lugares vistos e invisíveis na profundidade dos oceanos, chega balançando as barbatanas da simplicidade, e nisso, tenho comigo… as sinceras reações de todo homem: a loucura! Bem, insensatez cortante, brusca, alarmante, pois me tira a ação, causando reações dos quais são difíceis de controlar. O desconhecido ataca por todos os lados, até descobrir não ser possível negar, nem controlar o inevitável: você!