Colunista Marina

Vento a balançar as vestes.

Longas, transparentes e acetinadas em tons pastéis.

A combinar com os tons da areia dourada pelo Sol do entardecer.

Pensamentos buscam, obscurecidos pela sombra do chapéu que complementa o seu triste vagar.

Lento, detido em cada passo.

Introspectivo e ausente.

Cativado pela beleza do caminho…

Essa beleza norteia a sua vida feita de lembranças tão presentes.

Enternecedoras.

Ela (a mulher) é como esse passeio de fim de tarde.

Crepúsculo ameno de incertezas.

Apaixonado.Estrangeiro.

Hóspede de tantos sentimentos.

Recebida por eles como se fora alguém de grande importância, é envolvida pelas suas vozes, seus abraços, desejos de boas vindas.

Dedica a todos uma profunda amizade por conta dessa relação tão próxima.

São seus perpétuos companheiros que pedem respostas, mas que reconhecem os apelos do seu olhar, e contam como alegres novidades as histórias que já foram… Só para ela.

Só para o seu desejo.

Caminham junto dela os seus caminhos. 

Perfilam-se na mais completa prontidão.

Como se fossem os únicos a ter possibilidade de existência real para o seu  coração. 

…De longe, ela parecia sorrir….