Diretores da Casan (Companhia de Água e Saneamento de Santa Catarina) participaram na tarde desta terça-feira (14) de Reunião Pública promovida pela Câmara de Vereadores de São José para a apresentação das alternativas e projetos para a desativação da lagoa de estabilização mantida pela empresa no bairro de Potecas e construção de um novo e mais moderno sistema de tratamento de esgoto (ETE). O projeto está praticamente pronto para entrar na fase de licenciamento ambiental, prevista para demorar cerca de 180 dias e deve custar cerca de R$ 200 milhões. Outros R$ 10 milhões seriam investidos na recuperação da área das lagoas. A ETE ainda pode mudar para um terreno ao lado das lagoas, que hoje pertence ao município e poderia ser permutado com a Casan para que as lagoas fossem totalmente extintas e no local surgisse um parque urbano com áreas para o lazer e prática de esportes.
O diretor de operações Joel Horstmann e o gerente de projetos, Carlos Bavaresco, disseram que a companhia vê com bons olhos a proposta da prefeitura e que ela não traria impactos no projeto proposto originalmente. Se houver encaminhamento neste sentido, as alterações de projeto e orçamento seriam mínimas. “Durante o processo de licenciamento temos condições de avançar nessas questões se esse for o entendimento final avançar para a fase de obras”, explicou Horstmann.
De acordo com ele, o processo de licenciamento deve estar concluído até o começo de 2022 e em seguida deve ter início a licitação, que deve acontecer em cerca de 60 dias, para o projeto original ou para a nova área. A construção dos novos sistemas duraria 36 meses. Haveriam diversos benefícios ambientais para a região, inclusive no caso de mudança, já que na área proposta pela prefeitura há cobertura vegetal que seria preservada e a proposta do município seria transformar as lagoas atuais em um parque voltado à população josefense. Mantido o projeto na área atual a nova estação seria instalada no mesmo local onde hoje existe o conjunto de lagoas de estabilização e haveria um processo para desativa-las gradualmente.
Vereadores que acompanham o drama dos moradores do entorno das lagoas questionaram sobre as tecnologias que serão aplicadas no novo sistema, para que se evitem questões como o mau cheiro. Perguntaram também sobre os planos da Casan para a ampliação da rede coletora de esgoto. Os diretores da companhia informaram que a cobertura com esgoto tratado da cidade terá condições de chegar a 90%, mas que embora a nova estação esteja garantida, essa outra etapa dependeria de negociações contratuais com a prefeitura. Sobre a tecnologia da nova estação, apresentaram sistemas como o de remoção de nutrientes e o uso de bio filtros para o tratamento de odores. Isso garantiria mais conforto para a população do entorno.
A presidente da Câmara, vereadora Méri Hang disse que o Legislativo vai continuar acompanhando de perto a questão, que é uma reivindicação antiga do bairro de Potecas. “Hoje nosso objetivo aqui era conhecer o projeto e buscar informações para a comunidade. Essa Casa sempre está aberta e disposta a ouvir as demandas e participar ativamente da sociedade, buscando soluções e promovendo o diálogo”, argumentou. Uma nova audiência pública, com os moradores da região, chegou a ser proposta durante o encontro, o que será avaliado pela mesa diretora.