O desenvolvimento dos municípios do planalto norte catarinense impõe a valorização do agronegócio para o fortalecimento da economia. Em visita a lideranças empresariais da região nesta semana – em Mafra, Canoinhas, Rio Negrinho e São Bento do Sul – Emilio Schramm, vice-presidente da Fecomércio/SC, ressaltou esta necessidade, apontando soluções. “Em algumas cidades existe uma indústria moveleira tradicional e exportadora, mas em outras ainda é preciso desenvolver suas vocações que gerem renda para fomentar o comércio e serviços”, afirma.

Dados do IBGE (2019) indicam que comércio e serviços representam a maior fatia da economia da região (39,4%), seguidos pela indústria (29,8%) e agronegócio (16,6%). “O fortalecimento da agropecuária é essencial ao crescimento”, ressalta.  “A representatividade econômica ainda é baixa, já que o planalto norte é responsável por apenas R$ 8 bilhões dos R$ 263 bilhões de riquezas geradas em Santa Catarina em 2020, de acordo com a Associação dos Municípios da região (Amplanorte)”, exemplifica.

Apesar de a indústria madeireira ser o alicerce para o crescimento do planalto norte, ainda é necessário agregar valor às culturas da região, como a erva-mate, o fumo, o feijão e a soja. “O exemplo do setor moveleiro é perfeito para a transformação de commodities em bens de consumo”, garante, dando o exemplo da silvicultura (produção florestal) e a utilização da madeira na transformação em papel e celulose.

Infraestrutura – O desenvolvimento do planalto norte também passa pelo incremento da infraestrutura. Segundo Schramm, a aguardada duplicação da BR 280 é uma peça-chave. “Temos de dar a devida atenção à boa vontade do Governo Estadual em investir R$ 50 milhões em recursos próprios para a obra. E cobrar ao máximo esta realização”, enfatiza, reforçando que a região tem portos próximos, uma ferrovia ativa, aeroporto empresarial e várias rodovias, que precisam de recuperação e ampliação, como a BR 116, que também liga o norte do estado ao Paraná.