Após um exame, a médica percebeu algo estranho e solicitou análises aprofundadas. Aí vieram o diagnóstico e a notícia que mudou sua vida: um câncer de mama.

No entanto, os resultados mostraram a doença ainda em estágio inicial. “Bem no comecinho, graças a Deus”, conta a técnica. Para Rose, isso reforçou ainda mais a importância da conscientização em relação ao câncer de mama, que é o mote da campanha do Outubro Rosa em todo o País.

Rose conta que, como sua mãe também teve câncer de mama, procura realizar os exames de rotina todos os anos. “O exame era pra ter sido feito até julho de 2020, mas, por conta da pandemia, acabei fazendo seis meses depois, em janeiro de 2021”, lembra.

Ao saber do resultado, Rose ficou apreensiva, mas, como é uma pessoa prática, foi para a internet pesquisar e viu que o diagnósito “Carcinoma In Sito” significa que o câncer está encapsulado, “bem no começo”.

O tratamento é feito por meio de radioterapia, após cirurgia. “Não me apavorei e busquei fazer o que tinha que ser feito”, afirma. Rapidamente, Rose realizou os exames pré-operatórios. Decidiu, então, pela retirada completa da mama, ao invés de apenas parcialmente.

Após o tratamento completo, além da retirada de dois linfonodos na axila esquerda, Rose recebeu o diagnóstico de que estava curada, sem que fosse necessário fazer quimioterapia. “Agora só estou tomando um medicamento que bloqueia a produção de hormônio e atua na prevenção”, diz.

Contaminação por Covid-19 também foi desafio

Além do câncer, Rose contraiu Covid-19 duas vezes entre 2020 e 2021. “Passei por momentos de muitas provações. Foram anos intensos para mim”, conta, emocionada.

Guerreira, além da Covid e do câncer, a técnica ainda precisou passar por uma nova cirurgia na mama operada. “Quando estava quase recuperada do câncer, tive uma infecção gigantesca na mama que havia feito a cirurgia e houve a necessidade de fazer outra operação para combater a infecção.”

A servidora da Udesc destaca a importância dos exames de rotina para prevenção precoce do câncer de mama para identificar a doença nos estágios iniciais. “Hoje só posso agradecer por estar viva, recuperada e, com a saúde em dia – tanto física, como mental e espiritual. Sou muito grata pela vida que tenho, pela filha e marido maravilhosos, por estar rodeada de pessoas queridas, pelo meu trabalho”, afirma.

Para a técnica universitária, todas as provações que passamos nesta vida servem para aprender. “Quando sentimos a dor mais profunda é que nos tornamos mais fortes, capazes de ser melhores e de fazermos diferença no mundo”, conclui.