oz de Oliveira

Desde que eu, me tornei gente lá pela idade da razão…ou seja por volta dos 7 anos! Sempre mantive comigo, a minha enorme curiosidade sobre o mundo dos mortos fotografava em minha mente cenas, fachadas, carros, rostos, expressões… Porem nada era mais excitante do que as ruas quadras e aqueles belos jazidos com suas lápides com tom de saudade, porem aquela saudade estranha como de quem se vai sem voltar, mais perdia horas e tardes. Quando ainda criança nos cemitérios da minha amada cidade natal, cenas estas que daria um belo filme e sempre me perguntei; quem esta vivo? nós que estamos aqui ou eles que estão lá …Nunca tive resposta e mastigando esta ideia, foram quase trinta anos, a engenharia fúnebres me atrai no decorrer da minhas vida. Conheci diversos cemitérios aqui no brasil e como em outros países pela américa do sul, ate Portugal e Espanha. Porem ainda tem outras moradas das mortes as cinzas ou o mar, ou lugar qualquer onde se quer descansar ….O vento varre as velhas, ruas e quadras, vasos e flores, fotos e bustos, anjos cristos, santos e por fim agua, terra dai tem a única certeza. Temos nesta vida a morte! fria, surda e solta do tempo presente. Há talvez um enorme gramado depois da morte, que crianças correm com suas vestiduras brancas, como tivessem encontrado alguém que tanto tempo procuravam. Esta é a morte, como o pegar no sono, nem sempre precisa de um despertar. Quem vai não sabe, que é um adeus, um longo jardim ou um enorme abismos. Gosto de uma frase do meu amigo meu o Raul ó morte que és tão forte que matas o gato, o rato, ó morte tu, que és tão bela não se demore a chegar; quando vieres venha com seu mais belo senti, morte, morte, morte eu te amo, mais te detesto morte, morte, morte… Mais que talvez seja o segredo desta vida!