Minha Experiência no Movimento Empresa Júnior

Há alguns meses, eu estava iniciando o meu segundo semestre na UFSC. Eu tinha planejado dedicar meu segundo período, sobretudo, à ser parte de diversas organizações extracurriculares. Assim, quando recebi um email da coordenação do meu curso divulgando o processo seletivo da Crypto Jr., não pensei duas vezes em aplicar. Eu já curtia muito esse mundo de blockchain e crypto e, spoiler alert: hoje curto ainda mais.

Depois de preencher a ficha de inscrição, construir uma carta motivacional e participar de uma entrevista com membros dos setores que eu havia demonstrado interesse na inscrição, veio a devolutiva: “você foi aprovado no processo seletivo da Crypto Jr”. Agora, depois de ter passado pelo ciclo de trainee e estar na posição de assessor há alguns meses, posso compartilhar aqui o quão positiva tem sido essa jornada desde o momento da aceitação.

De modo abrangente, o Movimento Empresa Júnior (MEJ) corrobora muito o networking nas universidades. Nas empresas juniores (EJs) a gente conhece pessoas de todos os cursos e com habilidades distintas. Aprendemos a trabalhar em equipe e a lidar com desafios reais do mercado através das consultorias que as empresas juniores prestam e dos desafios e projetos internos de cada EJ. 

Na maioria das EJs, você pode escolher sua área preferida e ter sua primeira experiência nesses setores (o que fica show no currículo). Na Crypto, por exemplo, temos cinco áreas de atuação no momento: comercial, financeiro, gestão de pessoas, marketing e projetos. E, claro, você também pode rodar de uma área para outra e ir testando e aprendendo qual área você gosta mais.

Muitas EJs possuem uma estrutura de membros similar à seguinte: trainees, assessores/consultores, gerentes, diretores e presidente. Claro, isso diverge de acordo com a necessidade de cada EJ. Na Crypto, por exemplo, não há o cargo de gerentes.

Além disso, é comum que as EJs façam algumas reuniões semanais setoriais, nas quais somente os membros de um dado setor participam, e reuniões gerais, onde todos os setores comunicam brevemente acerca de seus processos e avanços. Outras reuniões bem comuns, também, são as reuniões de squad, que você participa quando é parte de algum projeto, seja um projeto interno (como pesquisas, podcast etc.) ou projetos externos (como as consultorias, eventos e afins).

A Estrutura da Crypto Jr. 

Na UFSC você vai encontrar muitas EJs, quase que cada curso tem a sua ou alguma em que se encaixa bem. Algumas EJs, como a Crypto, são muito amplas e possuem membros das mais diversas graduações. Por exemplo, no quadro de membros da Crypto há discentes dos cursos de física, relações internacionais, ciência e tecnologia de alimentos, secretariado executivo, economia, arquivologia, administração, agronomia e TI. Isso no presente, com cerca de 20 membros.

E essa diversidade não para nos cursos. Os membros também vêm de diferentes estados, como RS, MG, CE, SP e, claro, SC. Tem gente que tá graduando, enquanto outras pessoas tão chegando na UFSC agora e ainda nem experimentaram o presencial. Como o campo que todos e todas estão interessados(as) é ainda recente no Brasil, a Crypto tem esse senso de comunidade ao seu redor. E, por ser a primeira do Brasil no segmento (até onde sabemos), a representatividade também é alta.

Uma experiência bacana que tive recentemente foi realizar uma pesquisa de viabilidade acerca de uma moeda digital em Florianópolis. Além de trabalhar com um time muito massa e conversar com muita gente boa, conseguimos até reuniões com o secretário de educação e com o vice-prefeito de Floripa, que também é líder de inovação e tecnologia na cidade.

Por fim, recomendo muito que você ingresse e experimente por si próprio(a) o movimento empresa júnior. E, no caso de você curtir blockchain e crypto assim como eu, se liga porque o processo seletivo da Crypto para o atual semestre fica aberto até dia 15.


Por José Paulo