Apesar de os registros de casos de malária no Brasil demonstrarem tendência de queda, os dados ainda preocupam as autoridades sanitárias diante dos perigos da doença. Em 2020, por exemplo, foram registrados 145,1 mil casos de malária em todo o País e, desses, mais de 99% se concentram na região Amazônica brasileira. Por isso, o Ministério da Saúde celebra, neste sábado (6), em Manaus, o Dia de Combate à Malária nas Américas com ações de prevenção e controle da doença.

O objetivo da iniciativa é sensibilizar a população sobre os perigos da malária, além de educar sobre as principais medidas de prevenção, controle e eliminação da doença. A capital Manaus foi escolhida porque só o estado do Amazonas registrou 58,9 mil casos autóctones de malária, quando a transmissão ocorre no mesmo local, em 2020. Isso representa 41,1% dos 143.380 casos autóctones registrados no país.

Além disso, Manaus está entre os 37 municípios que mais contribuem com a carga da doença no Brasil. Ao todo, foram registrados 145,1 mil casos de malária em 2020, uma redução de 7,8% em relação a 2019 e 25,4% em relação a 2018.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), apesar da redução do índice de morbidade e mortalidade por malária, a doença continua sendo um problema de saúde pública em 87 países. Dados do World Malaria Report 2020 mostram que, em 2019, foram estimados 229 milhões de casos de malária com 736.000 mortes em todo o mundo. Na região das Américas, por exemplo, Brasil, Colômbia e Venezuela são os responsáveis por mais de 86% de todos os casos da região.

“O Brasil, nos últimos tempos, de maneira inquestionável tem avançado. Sobretudo em relação as ações de saúde no combate à malária. E hoje, nós assistimos como podemos evoluir de maneira sustentável nesse objetivo. Através da educação, por exemplo, das nossas crianças, através do investimento em ciência e tecnologia, para propiciar um diagnóstico precoce e as medidas terapêuticas adequadas. Também nas ações de vigilância em saúde, para que consigamos reduzir a questão do vetor que transmite a malária. E com a ajuda de todos vocês, nós vamos erradicar a malária de uma vez por todas no nosso País.”, ressaltou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

Durante a ação deste sábado, alguns stands vão expor materiais educativos e de orientação sobre os seguintes temas: diagnóstico, educação em saúde, controle vetorial e entomologia, ações inovadoras na prevenção, controle e eliminação da malária. Além disso, os profissionais vão apresentar o ciclo biológico do vetor da malária e as principais ações de controle adotadas, como mosquiteiros impregnados com inceticitas, dentre outros.

A ação mostra o compromisso do Governo Federal em combater a doença, mobilizando a população, profissionais e gestores de saúde sobre o tema, um dos pilares do Programa Nacional de Prevenção e Controle da Malária.

O Dia de Combate à Malária nas Américas, que é comemorado pela 15ª vez em 6 de novembro, foi estabelecido pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) em 2007, após a 27ª Conferência Sanitária Pan-Americana.

Sobre a Malária

A Malária é uma doença causada por um parasita do gênero Plasmodium. Ela é transmitida pela picada da fêmea infectada do mosquito do gênero Anopheles. A doença é uma das principais causas e uma consequência da pobreza e da desigualdade global: sua incidência é maior nas populações de maior vulnerabilidade social. A malária tem tratamento, mas se não for diagnosticada e tratada em tempo, pode evoluir para formas graves e até mesmo ao óbito.

Os sintomas mais comuns da malária são:

  • febre alta;
  • calafrios;
  • tremores;
  • sudorese;
  • dor de cabeça, que podem ocorrer de forma cíclica.

Muitas pessoas, antes de apresentarem estas manifestações mais características, sentem náuseas, vômitos, cansaço e falta de apetite.